E-commerce brasileiro registrou faturamento de R$ 10,2 bilhões no primeiro semestre deste ano, apesar da crise internacional.

Ecommerce Sucesso Vendas
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O e-commerce brasileiro já virou gente grande – e nem mesmo a cara feia da crise internacional serviu para assustar lojistas e consumidores online. Com um crescimento contínuo há mais de 10 anos, o ramo registrou no primeiro semestre de 2012 o faturamento de R$ 10,2 bilhões nas vendas virtuais no País, um aumento nominal de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da e-bit, empresa especializada em informação do comércio eletrônico. Em 2007, o número não chegava a R$ 3 bilhões. Terminado o boom da Black Friday em novembro, o relatório projeta mais R$ 3,25 bilhões para o Natal, 25% a mais do que em 2011, e coloca smartphones e outros artigos tecnológicos em lugar de destaque no e-cart do Papai Noel.O cenário vivido pelo Brasil se deve à estabilidade da economia nacional, que tem atraído fortes aportes de capital estrangeiro para operações brasileiras de e-commerce. A inclusão das classes C e D vem facilitando o acesso aos computadores, à internet e aos dispositivos móveis, o que justifica o surgimento de 5,6 milhões de novos e-consumidores na primeira metade de 2012 (no total, já são 37,6 milhões no País). “É possível também afirmar que o brasileiro adotou a internet como meio de comunicação, lazer e também canal de compras. O tempo médio de navegação do internauta brasileiro é um dos maiores do mundo “, explica o consultor e palestrante Dailton Felipini, especialista em e-commerce.

Os nichos mais expressivos – eletrodomésticos, saúde, cosméticos e moda – também refletem a grande representatividade dessas classes entre o público por concentrarem bens de necessidade e de consumo vendidos sob condições comerciais mais atrativas do que o varejo tradicional, com o benefício do maior acesso ao crédito. O consultor Emilio Silva, da Plus! Consultoria em E-commerce, ressalta que o nível de maturidade conquistado pelo e-commerce brasileiro é outro fator importante para atrair mais clientes e fidelizar quem já utiliza o serviço, levando as empresas a investir na profissionalização das lojas, em segurança, em logística e, especialmente, em atendimento.

“São propulsores deste crescimento a evolução das redes sociais no Brasil, como Facebook e Reclame Aqui, que já se tornaram canais de referência para avaliação do atendimento e da credibilidade dos varejos digitais”, explica. A busca pelo combo conveniência e economia deve continuar dando frutos em ritmo estável: de acordo com um relatório divulgado pelo banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, no mundo todo, as vendas pela internet devem atingir faturamento de US$ 963 bilhões em 2013, representando aumento de 19,4% em relação ao cenário atual. Silva afirma que, com base nos números deste ano, é possível estimar um crescimento entre 18% a 20% para o e-commerce no Brasil no ano que vem.

Estudo indica variação de preços superior a 185% no Natal
As expectativas para o final de 2012 – época de grande movimento para o e-commerce brasileiro por conta da Black Friday, a sexta-feira que sucede o Dia de Ação de Graças em novembro, e do Natal – foram geradas a partir do histórico de crescimento dos anos anteriores e apontam para a permanência na faixa dos 20%. Silva explica que as empresas tendem a intensificar os investimentos em marketing durante o período, que exige reforço na infraestrutura logística e pessoal das operações. “Assim como as vendas, também cresce o número de atendimentos, logística reversa e a exigência pelo melhor prazo de entrega”, conta.

A recomendação para os clientes é pesquisar antes de confirmar o pedido: além de boa parte dos itens sofrerem aumento nos preços, um levantamento do Buscapé, maior site de comparação de preços da América Latina, indica que só a variação de preços dos smartphones pode chegar a 187,15%. Porém, o consultor Felipini atenta para a necessidade de verificar a confiabilidade das pechinchas. “Consumidores devem ficar atentos a ofertas que fujam muito da média de preços do mercado. Não existe mágica, portanto, se o preço está barato demais, desconfie”, alerta.

Fonte:  terra.com.br

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